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Você sabe o que é Mudança de Uso do Solo?



No Brasil, desmatamento é a principal fonte de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) responsável pelo agravamento dos impactos da Mudança Climática No Acordo de Paris o Brasil assumiu o assumiu o compromisso de recuperar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. O documento internacional estabelece o compromisso de conter o aquecimento do planeta em até 2°C, com esforços para que ele não ultrapasse 1,5 °C até o fim deste século. Para isso é preciso estabelecer limites para as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) além de metas para a redução dos impactos das Mudanças Climáticas. Instituto de Pesquisas Ecológicas Bruno Fernandes A mudança de uso da terra é a principal fonte de emissões no país, representado 1,12 bilhão de toneladas brutas de gás carbônico equivalente ou 49% das emissões totais em 2022, segundo relatório do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima. Embora os números sejam em grande parte provenientes do desmatamento na Amazônia, representam a devastação em todos os biomas brasileiros. Segundo “Relatório Temático sobre Restauração de Paisagens e Ecossistemas” desenvolvido pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos a recuperação de 12 milhões de hectares de florestas poderiam remover 1,39 milhões de toneladas de toneladas de CO2 da atmosfera. Plantar florestas é dupla solução: para o clima e para a água Restaurar florestas é a melhor estratégia tanto para reduzir os impactos das Mudanças Climáticas quanto para fortalecer a segurança hídrica do Sistema Cantareira. As árvores durante o crescimento capturam carbono da atmosfera, que fica armazenado em sua biomassa. Dessa forma, elas também contribuem na regulação do ciclo hidrológico. Solos com densa cobertura de folhas e galhos (também conhecida como serrapilheira), atuam como um colchão que amortece a chegada da água ao solo, facilitando assim a infiltração. Serrapilheiras ainda armazenam carbono. Instituto de Pesquisas Ecológicas Jean Marcel Camargo A restauração florestal também apresenta o potencial de impulsionar toda uma cadeia econômica, que abarca a coleta e beneficiamento de sementes, a criação e ampliação de viveiros, a ampliação da escala de plantios, a manutenção e monitoramento das áreas restauradas e até mesmo a geração de créditos de carbono. Florestas também podem ser produtivas, gerando uma gama de produtos como mel e outros derivados da criação de abelhas, matérias primas para produtos cosméticos, farmacêuticos e alimentos. Os Sistemas Agroflorestais, que conciliam a produção agrícola ao plantio de árvores, também atuam como sumidouros de carbono. Instituto de Pesquisas Ecológicas Jean Marcel Camargo O Projeto Semeando Água, uma iniciativa do IPÊ, Instituto de Pesquisas Ecológicas, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, trabalha com pesquisa científica voltada para a questão hídrica no Sistema Cantareira, fazendo Restauração Florestal de APPs – Áreas de Preservação Permanente e tornando sistemas produtivos mais sustentáveis, com melhoria da qualidade do solo e produtividade em propriedades rurais. Para conter os impactos das Mudanças Climáticas e atingir metas nacionais e acordos internacionais antes de 2030 muita floresta ainda precisa ser plantada. Para se tornar um Protetor do Cantareira acesse https://semeandoagua.ipe.org.br/faca-parte/campanha/. Você também pode acompanhar o trabalho do Projeto Semeando Água seguindo @institutoipe no Instagram.

Fonte: G1


19/05/2024 – Prata FM Vale

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