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Helicóptero desaparecido: Polícia Civil concentra buscas em área onde antena identificou último sinal de celular de passageira



Segundo a Polícia Civil, o aparelho celular da passageira Luciana Rodzewics, de 45 anos, emitiu sinal até às 22h14 de 1° de janeiro. A aeronave decolou de SP na tarde do dia anterior. Antena de telefonia em Paraibuna identificou sinal de celular de vítima As buscas da Polícia Civil pelo helicóptero que desapareceu com quatro pessoas se concentram em um raio de 10 quilômetros no entorno de uma antena instalada em Paraibuna (SP), responsável por identificar o último sinal de celular de uma das passageiras. Além dessas buscas, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Polícia Militar sobrevoam a região da Serra do Mar em busca de pistas da aeronave desaparecida – leia mais abaixo. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Local em que helicóptero fez pouso antes de desaparecer em São Paulo Rauston Naves/TV Vanguarda No sábado (6), a Polícia Civil localizou a área em que helicóptero fez um pouso antes de retomar voo e desaparecer. Perto dali, uma antena às margens da Rodovia dos Tamoios captou o sinal de celular de Luciana Rodzewics, de 45 anos. Segundo a Polícia Civil, o aparelho dela emitiu sinal até às 22h14 de 1° de janeiro, cerca de 33 horas após a decolagem em São Paulo. “Toda vez que é utilizado, o celular se comunica com uma antena e vai para uma central de comunicação. A gente sabe que essa área, dependendo da antena, pode ter um raio de um quilômetro a 10 quilômetros. Então a gente trabalha com uma área bastante vasta. A partir dessa informação veio a orientação das buscas iniciais, e agora a gente já está em uma fase de maior refino”, explicou o delegado de operações especiais da Polícia Civil, Clemente Calvo Júnior. Polícia Civil concentra buscas em área onde antena identificou último sinal de celular de passageira TV Vanguarda/Reprodução “O que interessa para nós é o último ponto (em que o sinal foi identificado pela antena). O deslocamento (do sinal) vai ser o histórico. As buscas vão ser iniciadas a partir disso. Se a gente tivesse o ponto exato da onde teria vindo o acidente ficaria muito mais fácil, mas o que a gente tem é um histórico, um rastro, e a gente trabalha com a última comunicação com o centro de telefonia”, completa. LEIA TAMBÉM: Varredura pelo ar, área de mata e nebulosidade: como são as buscas Passageira enviou VÍDEO mostrando tempo fechado antes de helicóptero desaparecer Helicóptero chegou a fazer pouso de emergência em área de mata Saiba quem são mãe e filha que estavam em helicóptero Ainda de acordo com a Polícia Civil, o celular de Luciana foi o único possível de ser rastreável. Os aparelhos dois outros dois passageiros – Raphael Torres e Letícia – e do piloto estavam desligadas ou fora de área de cobertura. “O (celular) da (Luciana) foi obtido o último sinal, que foi a última comunicação com a antena. O que aconteceu foi exatamente a última autenticação do telefone com a antena. A partir disso a gente faz o georeferenciamento”, diz Clemente. Antena de celular (à esquerda) que identificou último sinal emitido pelo celular de passageira do helicóptero desaparecido em SP Reprodução/TV Globo Segunda semana de buscas As buscas pelo helicóptero que desapareceu com quatro pessoas em São Paulo completaram uma semana neste domingo (7). Nesta segunda (8), as equipes iniciam a segunda semana de buscas pela aeronave, que não faz contato desde o dia 31 de dezembro. Durante a primeira semana, foram cumpridas cerca de 56 horas de buscas, de acordo com a FAB. A área total de buscas é de cinco mil quilômetros quadrados. Moradores da região ajudam nas buscas por helicóptero Neste domingo, além da FAB, um helicóptero Águia auxiliou nas buscas, que foram concentradas no mesmo raio de atuação, com ênfase em Caraguatatuba, São Luiz do Paraitinga e Lagoinha. Ao longo da última a semana, as buscas envolveram a FAB, a Polícia Militar e a Polícia Civil. Na sexta-feira (5), a aviação do Exército também auxiliou as buscas com um helicóptero do Cavex, que fica na base em Taubaté. Helicóptero que desapareceu com 4 pessoas a caminho do Litoral Norte de SP. André de Sousa No sábado (6), policiais civis instalaram uma base operacional em Paraibuna e começaram a utilizar drones para auxiliar nas buscas. Um objetivo suspeito foi identificado pelo drone no meio da mata, mas, após averiguação, foi constatado que se tratava de um tronco de árvore. Força Aérea faz buscas por helicóptero com 4 pessoas que saiu de SP e desapareceu a caminho do Litoral Norte. Arte/g1 A polícia também encontrou o local em que o helicóptero fez um pouso de emergência antes de retomar voo e desaparecer. No entanto, não foram encontrados vestígios do helicóptero ou das pessoas na área, localizada em Paraibuna. Ainda no sábado, foi envolvido nas buscas o helicóptero H-60 Black Hawk, do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAV) – Esquadrão Pantera, com nove tripulantes. Além dele, a FAB segue utilizando a aeronave SC-105 Amazonas, do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV) – Esquadrão Pelicano. Polícia Civil utiliza drones para buscar helicóptero desaparecido em São Paulo Rauston Naves/TV Vanguarda Desaparecimento A aeronave saiu da capital paulista com destino a Ilhabela (SP), mas perdeu o contato com as torres de comando. O g1 apurou que os ocupantes do helicóptero são: Luciana Rodzewics, de 45 anos; Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, de 20 anos (filha de Luciana); Raphael Torres, 41 anos (amigo de Luciana e Letícia); Cassiano Tete Teodoro, de 44 anos (o piloto). De acordo com a Polícia Militar, que deu apoio nas buscas, a aeronave desaparecida saiu do aeroporto de Campo de Marte, em São Paulo, no domingo (31), por volta das 13h15, com destino a Ilhabela. Luciana Rodzewics, de 45 anos; a filha dela, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, de 20 anos estavam na aeronave. Arquivo pessoal Ao g1, a irmã da passageira Luciana informou que eles planejavam fazer um bate-volta para Ilhabela. Ela alega que Raphael é amigo do piloto e convidou a Luciana e a filha para esse passeio. Não era, segundo ela, um passeio contratado. Às 22h40, foi gerado um alerta para o Comando de Aviação e para o Corpo de Bombeiros, já que não havia registro de pouso da aeronave ou possibilidade de contato com o piloto. O helicóptero que desapareceu possui o prefixo PRHDB, modelo Robinson 44, e é pintado de cinza e preto. Antes de helicoptero desaparecer, passageira enviou vídeo para namorado: ‘Tempo ruim’ Enquanto estava voando a caminho de Ilhabela (SP), Letícia enviou um vídeo para o namorado, mostrando o voo e afirmou que o tempo estava ruim – assista acima. Nas imagens feitas por Letícia, é possível ver o piloto e o passageiro Raphael Torres, na frente da aeronave. O vídeo mostra que havia muita neblina durante o voo, o que deixou a visibilidade ruim. Segundo a família, essa foi a última vez que a jovem deu notícias. Piloto Cassiano Tete Teodoro, de 44 anos. Reprodução/Redes sociais

Fonte: G1


08/01/2024 – Prata FM Vale

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