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'Crime da Berrini': Viúva condenada por mandar matar o marido quer ir para o semiaberto



O crime aconteceu em julho de 2015. Acusação do Ministério Público apontou que empresário Luiz Eduardo de Almeida foi morto por um pistoleiro contratado pela mulher da vítima e pelo amante dela. Eliana é levada em delegacia do Brooklin suspeita de participar da morte do marido Luis Eduardo Barreto (à direita) Isabela Leite/G1 e Reprodução/Facebook Condenada por mandar matar o marido no caso que ficou conhecido como ‘crime da Berrini’, a professora Eliana Freitas Areco Barreto pediu à Justiça a progressão ao regime semiaberto. Ainda não há uma decisão sobre o pedido. O modelo de prisão é considerado mais brando e permite aos detentos estudar e trabalhar fora do presídio durante o dia, além de dar direito às saídas temporárias, que podem ser extintas após aprovação de projeto de lei no Congresso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Eliana cumpre pena em regime fechado na penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, a P1 de Tremembé (SP), local conhecido por ter recebido presas envolvidas em casos de grande repercussão, como Suzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá. Corpo de homem assassinado ao voltar do almoço na região da Avenida Luís Carlos Berrini Glauco Araújo/G1 Para a Justiça, o empresário Luiz Eduardo de Almeida (então marido de Eliana) foi morto por um pistoleiro contratado pela mulher e pelo amante dela – relembre o crime abaixo. O crime aconteceu em julho de 2015. Inicialmente, Eliana foi condenada a 24 anos de prisão, em 2020. Depois, ela conseguiu diminuir a pena para 21 anos, 4 meses e 15 dias. Em entrevista ao Fantástico em julho de 2015, a viúva confirmou o romance com o amante, mas negou que tivesse combinado de matar o marido dela. Relembre abaixo abaixo: Acusada de matar marido em SP diz que não planejou o crime Pedido pelo semiaberto O pedido da defesa da professora, que vivia em Aparecida (SP) na época do crime, foi feito no fim de março. Na solicitação, os advogados da mulher se apoiam no artigo 112 da Lei de Execuções Penais. Esse artigo prevê que, em casos como o de Eliana – um crime hediondo cometido por réu primário – é preciso cumprir 40% da pena em regime fechado. Segundo a defesa da acusada, esse período se encerrou em 24 de março. “O lapso temporal de 2/5 da pena da apenada será satisfeito (…) em 24 de março de 2024, motivo pelo qual vem requerer a determinação de transferência de Eliana Freitas para unidade de regime semiaberto”, diz um trecho do documento ao qual o g1 teve acesso. Gerente de empresa é executado durante um assalto na zona sul da capital Além disso, os advogados citam que a professora tem boa conduta carcerária, o que ‘demonstra a efetividade do processo de ressocialização’. “A apenada ostenta comportamento excepcional, tendo realizado uma série de atividades em busca de sua reintegração social, nada tendo registrado acerca de faltas disciplinares ou qualquer envolvimento faccional.” Entre as atividades realizadas por Eliana Freitas na prisão estão oficinas de trabalho, como monitoria de cultura, serviços gerais e artesanato, além de participação também em oficinas de estudo, como clube de literatura. Procurada pelo g1, a defesa de Eliana Freitas afirmou que ela cumpre os requisitos para a progressão de regime, além de destacar o bom comportamento da presa. O Ministério Público também foi acionado, mas não comentou sobre o pedido até a publicação. Condenação Inicialmente, a professora Eliana foi condenada a 24 anos de prisão, por homicídio doloso triplamente qualificado: pagar pelo crime, motivo torpe e dissimulação. Além disso, foi considerado o agravante do crime ter sido cometido contra o marido. O julgamento aconteceu em dezembro de 2020. Em 2022, porém, a Justiça acatou um pedido da defesa da professora e reduziu a pena para 21 anos, 4 meses e 15 dias de prisão. Luiz Eduardo de Almeida Barreto e a mulher Eliana Freitas Areco Barreto; professora é acusada de planejar com seu amante o assassinato do marido Reprodução/Arquivo pessoal O crime O Ministério Público (MP) acusou Eliana e o amante dela, o inspetor de segurança Marcos Fábio Zeitunsian, de contratarem o pistoleiro Eliezer Aragão da Silva por R$ 5 mil para simular um assalto e matar Luiz Eduardo. A vítima foi morta a tiros na tarde do dia 1º de junho de 2015, quando voltava do almoço com um colega de trabalho, na rua James Watt, uma travessa da Avenida Luis Carlos Berrini, no Brooklin, área nobre da Zona Sul. O caso ficou conhecido como “crime da Berrini” numa referência à avenida. Câmera gravou momento em que Eliezer Silva (à direita) atira em Luiz Eduardo (à esquerda). Reprodução/Arquivo/TV Globo De acordo com a Promotoria, o casal de amantes Eliana e Marcos decidiu mandar matar Luiz Eduardo porque a mulher queria se separar do empresário. Os dois planejavam se casar, morar juntos e ficar com o dinheiro da herança da vítima para abrir um negócio para o inspetor, segundo a acusação. A professora e o empresário moravam em Aparecida, no Vale do Paraíba, mas ele trabalhava na capital. O casal teve dois filhos. Após o crime, a vítima foi enterrada em Guaratinguetá. Confira aqui a condenação do amante de Eliana e do homem contratado para executar o crime

Fonte: G1


02/04/2024 – Prata FM Vale

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